Em 7 passos, do pedido do empresário até a entrega do projeto. Escolha o programa para ver como funciona em cada um.
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Todo ano, cada Sebrae estadual planeja o que vai entregar: metas a cumprir e um orçamento aprovado para isso. Quem executa esse plano são os consultores credenciados. Por isso a própria entidade faz força para que as demandas planejadas aconteçam.Um empresário procura o Sebrae para resolver algo concreto, como um site, uma identidade visual ou uma certificação. A demanda já nasce ligada a uma ficha técnica.
O planejamento do Sistema Sebrae olha até 2035. Para o ciclo 2024–2027, ele define 8 objetivos, 17 resultados-chave e 14 programas nacionais, e as metas mobilizadoras traduzem essa estratégia em números. Essas informações são públicas, no portal de transparência do Sebrae.
Sem projeto com orçamento aprovado, não há demanda. As demandas do SGF vêm de quatro fontes:
O orçamento de cada Sebrae é público. Você pode ver os números na Inteligência Sebrae da Edidesk.
A ficha técnica é como uma receita do serviço: define o escopo, os entregáveis obrigatórios e o valor máximo. O Sebrae diz o que precisa ser entregue, e o consultor decide como executar.
No SGF, existem duas formas: o rodízio, que é a mais comum, e a escolha do cliente, usada em alguns estados. Toque em cada uma para ver como funciona.No Sebraetec, cada estado usa uma de quatro formas. Toque em cada uma para ver como funciona.
No rodízio, a primeira ordem da fila é por sorteio, e ninguém recebe um segundo projeto antes de todos da fila terem sido chamados. Nos atendimentos presenciais, quem está mais perto do local tem prioridade; nos online, a distância não conta.
A forma de contratação do estado muda a estratégia. Onde o empresário escolhe, vale investir em relacionamento e divulgação. Onde é rodízio, a demanda chega sozinha pela fila. Onde é tomada de preços, compete-se por proposta.
A forma mais comum no SGF. O sistema chama o próximo consultor da fila daquela área, sem o gestor do Sebrae escolher. Quem acabou de se credenciar entra no fim da fila.
Em alguns estados, como Santa Catarina, o próprio empresário escolhe o consultor num catálogo de credenciados. Aqui, relacionamento e reputação fazem diferença.
O empresário acessa o catálogo de empresas credenciadas e escolhe com quem quer trabalhar. Não tem fila: quem tem mais visibilidade e relacionamento leva vantagem.
O Sebrae pede propostas a um grupo de credenciados, e o empresário escolhe a que preferir, não necessariamente a mais barata. O subsídio é calculado sobre a menor proposta.
Funciona como no SGF: o sistema chama o próximo da fila, sem o empresário interferir.
O Sebrae pede propostas aos credenciados e contrata a de menor valor. O empresário não participa da escolha.
A demanda chega por e-mail, e em geral você tem 24 horas para responder. Você não é obrigado a aceitar: pode recusar e continua na fila, e a demanda passa para o próximo.Nos estados com rodízio, o aviso funciona como no SGF. Nos de escolha ou tomada de preços, você recebe o pedido e responde com a sua proposta ou o seu aceite. Em qualquer caso, você não é obrigado a aceitar.
Recusar é um direito: por agenda, por distância ou por não se sentir apto para aquele caso. O que conta contra você é deixar o prazo passar sem responder. Isso pode gerar advertência e, se repetir, suspensão.
O prazo varia conforme o estado: alguns editais dão 12 horas, outros até 48. Se a sua empresa tem mais de um consultor credenciado naquela área, ela escolhe qual deles vai atender.
O Sebrae valida e libera a contratação, mas nos modelos com escolha quem decide é o empresário.
Por metodologia, que é uma solução pronta do Sebrae e costuma concentrar o maior volume, ou por área, sob medida, com a sua experiência. Pode ser para uma empresa ou para um grupo, como palestras e oficinas.Sempre por ficha técnica, sempre para uma empresa por vez. O resultado é algo concreto: um site no ar, um processo redesenhado, uma certificação implantada.
Para ser contratado por metodologia, o consultor precisa ter feito o treinamento daquela metodologia, o repasse metodológico. As contratações coletivas incluem palestras, oficinas e projetos que atendem vários empresários de uma região.
As fichas se dividem em áreas como design, produção e qualidade, sustentabilidade, desenvolvimento tecnológico, propriedade intelectual e serviços digitais.
Repasse é o treinamento em que o Sebrae ensina uma metodologia dele, e cada repasse coloca você numa fila a mais. A fila da subárea também contrata, mas costuma ter muito mais consultores. Em geral, a fila do repasse é mais curta, e o Sebrae costuma usar bastante as próprias metodologias.Aqui o Sebrae parte do princípio de que o conhecimento é seu. Você não aprende metodologias do Sebrae: comprova a sua experiência e entra direto nas fichas técnicas.
O Sebrae costuma usar bastante as próprias metodologias, porque elas facilitam medir e comprovar que as metas foram cumpridas. Com a metodologia dele, o Sebrae sabe exatamente o que será entregue.
Isso não significa que quem não tem repasse fica sem projeto. As filas de subárea continuam gerando contratações, só que são disputadas por mais consultores.
Existem repasses nacionais, na Universidade Corporativa do Sebrae, que valem para todos os estados em que você é credenciado, e repasses estaduais, que valem só naquele estado. Os estaduais costumam ter prioridade no próprio estado.
O que existe no Sebraetec são as fichas técnicas, que definem o escopo e os entregáveis de cada serviço. A sua metodologia e a sua experiência são o que você leva para o projeto.
Em geral, numa fila mais curta a sua vez chega mais vezes.
Em geral, o valor já vem definido pelo Sebrae. Mas não é uma regra fixa: em alguns casos, dá para conversar com o gestor da demanda. E o empresário paga só uma parte, porque o subsídio vai de 40% a 100%.O valor não é pré-fixado: cada ficha técnica tem apenas um teto, e os valores praticados variam muito. Nos estados com tomada de preços, é você quem propõe. E o empresário paga só uma parte, porque o subsídio vai de 40% a 100%.
O percentual de subsídio muda conforme o programa, o estado, o porte da empresa atendida e o tipo de serviço. Seja qual for o percentual, o consultor recebe o valor integral, pago pela entidade. O empresário paga a parte dele direto ao Sebrae.
Nenhuma ficha passa de R$ 30 mil. Dentro do teto, o valor de cada projeto muda conforme o estado, o escopo e o orçamento regional.
A demanda chega para a sua empresa, mas quem executa é o consultor credenciado naquela área. Outras pessoas da equipe também podem atender, desde que sejam incluídas como consultores no credenciamento.O credenciamento é da empresa, e cada ficha tem um responsável técnico credenciado. A equipe de apoio pode ajudar na execução, mas quem responde pelo projeto e assina os entregáveis é o responsável técnico.
O empresário atendido tem como referência o consultor que foi designado. O que não pode acontecer é alguém sem credenciamento executar a demanda no lugar dele.
Quer que mais pessoas da sua equipe atendam? Elas podem ser incluídas como consultores da empresa, cada uma com a sua própria comprovação.
Alguns estados deixam a empresa cadastrar a equipe de apoio com liberdade. Outros exigem que toda a equipe seja aprovada já no credenciamento.
Credenciado com alguma pendência não aparece para o Sebrae. Certidão vencida, por exemplo, bloqueia o recebimento de novas demandas. A Assessoria Expert cuida dessa rotina para você.